quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Reflexões

Jogo-me a profundas reflexões

Sobre tudo

Sobre aquilo ali

Sobre aquilo lá

Penso em frases de efeito

Penso em você

Penso se é melhor viver

Ou deixar viver

Penso porque vivo

Isso porque vejo os outros viverem

Penso em como vivia

Antes de te conhecer

Não pensava em nada disso

Nem ao menos em você!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

A importância

Aquecimento Global, China, Estados Unidos, Oriente Médio, As Farc. Pode listar as piores atrocidades mundiais, mas nada compara-se aos seus próprios problemas. É perfeitamente compreensível. O que te importa se alguém morreu trágicamente, você nem ao menos conhecia essa pessoa. O que, sim, importa é que você brigou com alguém, terminou tal amizade. Mas nada, digo, absolutamente nada pode comparar-se à um amor perdido. Perde-se uma vida, um coração, uma história. Perde-se tudo que faz ou fazia sentido. Em outra mão, pode-se dizer que nada pode comparar-se com um novo amor. Tenha-se a cura do câncer, a vacina contra-AIDS, qualquer coisa. Ali acha-se tudo. Uma vida, uma coração, uma história. Tudo flui de acordo com o que você sente. Nada dá errado. Dito tudo isso não tenho uma conclusão. Não perdi, não achei, nem troquei um amor. Aí está o mal em escrever sem planejar. Mas não há problema. Um filosofo já afirmou nada saber, todos agem como se soubessem tudo. Então não há mal em simplesmente dizer algo sem tentar insinuar algo. Platão dizia que o homem não sabe sobre a essência e, sim, sobre mera superfície das cosias. Nietzsche dizia que muito se representa de algo que diz tão pouco. E eu, então, não digo nada...

domingo, 6 de julho de 2008

Brighter than sunshine - Aqualung

Mais Brilhante que a luz do Sol Eu nunca compreendi antes Eu nunca soube para que servia o amor Meu coração estava partido, minha cabeça estava doendo Que sensação! Amarrado à história antiga Eu não acreditava em destino Eu procuro e você está ao meu lado Que sensação! Que sensação em minha alma Esse amor é mais brilhante que a luz do Sol Mais brilhante que o nascer do Sol Deixe a chuva cair, eu não me importo. Eu sou seu, e de repente você é minha. De repente você é minha Esse amor é mais brilhante que a luz do Sol Eu nunca vi isso acontecer Eu desistiria e cederia Eu simplesmente não podia me machucar outra vez Que sensação Eu não tive forças para lutar De repente você pareceu tão certa Eu e você Que sensação Mais brilhante que o Sol Mais brilhante que o Sol Mais brilhante que o Sol, a luz do Sol. O amor ainda é um mistério Mas me dê sua mão e você verá Seu coração está mantendo o ritmo comigo

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Times Like These - Foo Fighters

It’s times like these you learn to live again, It’s times like these you give and give again. It’s times like these you learn to love again, It’s times like these time and time again.

sábado, 28 de junho de 2008

Não há nada de mal em ser estranho, perdido, ou levemente louco. Nunca houve diferença. Principalmente quando tudo se parece desfigurado, nada faz sentido, nada está do jeito que você que deveria estar ou do que você gostaria. Nada é definitivo, nunca foi. Quando mais se precisa, nunca há alguém. Pelo menos é o que acham. Mas diga-me pra é necessário alguém em sua realidade, sabendo os mais profundos segredos e temores que tens, e que nunca dará a mesma importância que você dá ou deveria dar a si mesmo. Muitas vezes me foi dito que não há como viver sozinho. Pura ingenuidade. Não há traição, não há suspeitas, não há nada a temer. Só há você. A idéia errônea de que é necessário depender dos outros leva-nos a pensar que é impossível ser diferente. Pode parecer loucura, mas o que parece lúcido hoje em dia? Pode parecer parcial, mas o que é imparcial hoje em dia? Escolhas são feitas por pessoas. Não destinos, não caminhos já traçados ou determinados, somente por escolhas próprias. A aceitação de idéias impostas só levam a uma vida imposta. Mas é claro, o temor é a maior razão para não viver só. Imaginar a si mesmo sozinho, sem alguém a amar, a partilhar, a ajudar, ninguém para nada. Isso é inconcebível. Porém, estar sozinho não significa estar solitário. Muitas vezes já foi dito: a dor é inevitável, o sofrimento opcional. Certa vez ouvi algo que muito me agradou, que deixarei aqui somente como lembrança e como despedida: ¹:" Pensei que gostasse de ser sozinho." ²: " Eu gosto. Mas gosto de fazê-lo com os outros ao meu redor..."

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Cansado

Estou cansado Cansado de algo Cansado de tudo Cansado de nada Cansado talvez de ambos Estou cansado de algo, mas não sei o que Estou cansado de algo, mas nada irei fazer. Estou cansado e, de algum jeito, me sinto bem. Não feliz, não triste, não satisfeito, não insatisfeito, não confuso, não lúcido. Nada disso. Só estou cansado, mas me sinto quase que como recompensado. Idéais esvaem-se em mim e eu deixo-as fugir. Idéias cravam-se em mim e eu deixo-as alojar-se em mim. No momento, além de cansado, sinto-me vazio. Mas o vazio sim é bom, mas também a mal. No vazio posso estar sozinho, posso pensar, posso sentir, posso tudo. Mas tudo que posso é sozinho. Não posso dialogar, porque só há monologos, não quero amar, pois só há eu para amar. Não quero dizer, porque só há eu para escutar. Não é que eu não goste de mim ou dos outros, é só que estou cansado de mais para qualquer coisa...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

- Fernando Pessoa
Hoje que a tarde é calma e o céu tranqüilo, E a noite chega sem que eu saiba bem, Quero considerar-me e ver aquilo Que sou, e o que sou o que é que tem.

Olho por todo o meu passado e vejo Que fui quem foi aquilo em torno meu, Salvo o que o vago e incógnito desejo Se ser eu mesmo de meu ser me deu.

Como a páginas já relidas, vergo Minha atenção sobre quem fui de mim, E nada de verdade em mim albergo Salvo uma ânsia sem princípio ou fim.

Como alguém distraído na viagem, Segui por dois caminhos par a par Fui com o mundo, parte da paisagem; Comigo fui, sem ver nem recordar.

Chegado aqui, onde hoje estou, conheço Que sou diverso no que informe estou. No meu próprio caminho me atravesso. Não conheço quem fui no que hoje sou.

Serei eu, porque nada é impossível, Vários trazidos de outros mundos, e No mesmo ponto espacial sensível Que sou eu, sendo eu por `'star aqui ?

Serei eu, porque todo o pensamento Podendo conceber, bem pode ser, Um dilatado e múrmuro momento, De tempos-seres de quem sou o viver ?

O Andaime - Fernando Pessoa

O Andaime - Fernado Pessoa

O tempo que eu hei sonhado Quantos anos foi de vida! Ah, quanto do meu passado Foi só a vida mentida De um futuro imaginado!

Aqui à beira do rio Sossego sem ter razão. Este seu correr vazio Figura, anônimo e frio, A vida vivida em vão.

A 'sp'rança que pouco alcança! Que desejo vale o ensejo? E uma bola de criança Sobre mais que minha 's'prança, Rola mais que o meu desejo.

Ondas do rio, tão leves Que não sois ondas sequer, Horas, dias, anos, breves Passam - verduras ou neves Que o mesmo sol faz morrer.

Gastei tudo que não tinha. Sou mais velho do que sou. A ilusão, que me mantinha, Só no palco era rainha: Despiu-se, e o reino acabou.

Leve som das águas lentas, Gulosas da margem ida, Que lembranças sonolentas De esperanças nevoentas! Que sonhos o sonho e a vida!

Que fiz de mim? Encontrei-me Quando estava já perdido. Impaciente deixei-me Como a um louco que teime No que lhe foi desmentido.

Som morto das águas mansas Que correm por ter que ser, Leva não só lembranças - Mortas, porque hão de morrer.

Sou já o morto futuro. Só um sonho me liga a mim - O sonho atrasado e obscuro Do que eu devera ser - muro Do meu deserto jardim.

Ondas passadas, levai-me Para o alvido do mar! Ao que não serei legai-me, Que cerquei com um andaime A casa por fabricar.

sábado, 21 de junho de 2008

|__________|_________________|

Poderia pedir desculpas pela demora de outro post, mas isso seria mais cínico do que eu posso ser... Admito que sou volúvel, acredito que já o fiz antes. Gostaria até de acreditar que criei esse blog somente para registrar pensamentos, mas não posso. Primeiro porque se fosse o caso eu estaria aqui inúmeras vezes ao dia, coisa que eu faço ao mês aparentemente. Outra porque assim poderia dizer que não o faço pro reconhecimento, o que seria mais uma mentira. Seria mesquinho tentar convencer-me e convencer-te que isso é possível. Por mais que a idéia me pareça desagradável, devo admitir. Mas também é bom ressaltar que nunca pretendi fazer disso isso sobre minha pessoa, e sim meus pensamentos. Ainda tenho uma visão do mundo degradante, o que não me deixa confiar ou expor-me demais. A idéia de demonstrar meus sentimentos a qualquer pessoa que leia isso deixa-me vulnerável, mas de fato não há como separar demais meus pensamentos de meus sentimentos. Há uma linha, é claro, mas tende-se a cruzarem-se em tudo que se possa imaginar. Porém, com muitos sentimentos há parcialidades, algo que não gostaria. Durante um tempo venho pensando sobre uma linha quase como esta já citada. Imagine um ponto sobre uma linha estendida. Porém este ponto não estaria no meio da linha, estaria mais reclinado à um lado. Agora imagine tal ponto como o ser humano, marcando o limite entre o egoísmo e o altruísmo, levando em conta que o ponto estaria propenso ao lado do egoísmo. É quase natural: seus interesses são prioridade, é claro, e, em seguida, vem as outras coisas. Porém, muitas vezes, entre os seus interesses e o dos outros, há um ponto de não-necessidade sua que coloca-se a frente do que é necessário aos outros. É comum, é errado, mas é assim. E o que se diz daquele que se coloca propenso ao altruísmo? Nada. Você somente agradece-a por ajudar-lhe e nada faz à ela, comumente. Pode não ser um ponto de vista otimista, talvez somente seja uma olhada focada em um lado e ignorado o outro. Talvez não seja um panorama geral, mas não prova o contrário....

sábado, 31 de maio de 2008

./Humano, demasiado humano

No momento eu diria que está suficientemente claro meu autor preferido, minha influência e um tema pro primeiro post... Muito do que gostaria de falar já está em perfil no blog. Eu até costumo repetir as coisas, mas não propositalmente. O blog será feito praticamente de idéias e pensamentos confusos, coisas que virão em mente que eu nem ao menos havia pensado antes e poderei discordar no dia seguinte. Nada sairá ensaiado: pensamentos mortos não me voltam a cabeça. Uma vez pensado e ensaido, torna-se difícil domonstrar e/ou transcrever a idéia original e/ou principal. Encerro isto com uma idéia principa daqui: "Omnia mutanur nos et mutamur in ellis". "Tudo muda, nós apenas mudamos também". Recentemente eu achava que pessoas não mudam, mas elas somente não tem uma vontade verdadeira para isto...