sábado, 28 de junho de 2008
Não há nada de mal em ser estranho, perdido, ou levemente louco. Nunca houve diferença. Principalmente quando tudo se parece desfigurado, nada faz sentido, nada está do jeito que você que deveria estar ou do que você gostaria.
Nada é definitivo, nunca foi. Quando mais se precisa, nunca há alguém. Pelo menos é o que acham. Mas diga-me pra é necessário alguém em sua realidade, sabendo os mais profundos segredos e temores que tens, e que nunca dará a mesma importância que você dá ou deveria dar a si mesmo.
Muitas vezes me foi dito que não há como viver sozinho. Pura ingenuidade. Não há traição, não há suspeitas, não há nada a temer. Só há você. A idéia errônea de que é necessário depender dos outros leva-nos a pensar que é impossível ser diferente. Pode parecer loucura, mas o que parece lúcido hoje em dia? Pode parecer parcial, mas o que é imparcial hoje em dia?
Escolhas são feitas por pessoas. Não destinos, não caminhos já traçados ou determinados, somente por escolhas próprias. A aceitação de idéias impostas só levam a uma vida imposta.
Mas é claro, o temor é a maior razão para não viver só. Imaginar a si mesmo sozinho, sem alguém a amar, a partilhar, a ajudar, ninguém para nada. Isso é inconcebível.
Porém, estar sozinho não significa estar solitário. Muitas vezes já foi dito: a dor é inevitável, o sofrimento opcional.
Certa vez ouvi algo que muito me agradou, que deixarei aqui somente como lembrança e como despedida:
¹:" Pensei que gostasse de ser sozinho."
²: " Eu gosto. Mas gosto de fazê-lo com os outros ao meu redor..."
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